A origem do mal
Antonio Marcos de Menezes Rodrigues*
Se debruçarmos apenas nos argumentos bíblicos sobre os fundamentos da existência do mal no universo, teremos, por definitivo, a razão subjetiva de que Lúcifer, transgressor da lei divina, foi considerado culpado e, por conseguinte, expulso do céu. A ele, foi atribuído à origem de todo mal o qual disseminou toda sorte de maldade nos quatro cantos da terra.
Mas, se não atentarmos para detalhes mais minuciosos através de um olhar mais critico, ficaremos a mercê de uma interpretação vazia e sem conexão, sendo regidos por uma fé descontextualizada e sem contestação.
Sobre a origem do mal acreditamos não ser possível uma justificativa simples, pois um indivíduo não nasce com o seu caráter formado, sendo o meio responsável também nesse aspecto. Existem outros fatores que devem ser considerados, pois na sociedade encontramos pessoas de boa formação intelectual, mas que inexplicavelmente desenvolve também uma má índole.
Como se chegar a um consenso sobre esta questão quando se faz urgente criar meios que possa pelo menos controlar esse mal que tanto aflige o homem?
A que ou a quem poderia se atribuir a essa imperfeição para que possamos encontrar razões justificáveis a fim de buscarmos soluções cabíveis? Seriam as desigualdades sociais responsáveis por essas deformações?
São perguntas eternas para respostas talvez infinitas. O fato é que vivemos numa sociedade violenta em que cada vez mais se mata por banalidade e isso requer reflexão e atitude, principalmente pelo poder que emana da própria sociedade.
Essas questões interferem e preocupam profundamente a vida das pessoas e ao que parece tudo está sem controle.
A pergunta primordial deve ser: o que nós cidadãos, podemos fazer para transformar esse cenário? Entende-se que somente pela ação conjunta, governo e sociedade, seja capaz de contribuir para tal, mas enquanto isso não acontece em curto prazo, compete a nós revermos nossos valores, mudando nossas vãs filosofias na arte de educar, já que somos responsáveis pelos filhos que produzimos e criamos.
*Psicopedagogo