Recompensa no trânsito
Antonio Marcos de Menezes Rodrigues*
As recompensas variam desde 50% do licenciamento do veiculo em um ano ou integral nos cinco anos consecutivos. Esta medida provisória irá estimular os condutores de veículos a ver essa nova proposta não só como medida preventiva, mas como beneficio estimulativo como acontece com o programa bolsa escola e outras ações de caráter educativo.
É uma pena, mas o enunciado acima não é verídico, mas bem que podia ser. Vemos cada vez mais empenho para sacrificar o cidadão brasileiro, impondo inúmeros impostos aparentemente como forma de educar, e bem sabemos: de arrecadar mais e mais dinheiro da população, quando se deveria pensar no efeito inverso da punição.
Poderia ser uma idéia interessante se fosse levado em consideração esse pensamento. Mas será que isso aconteceria de fato algum dia em nosso país? Isso até poderia acontecer, se esse tipo de punição não fosse tão lucrativo.
E difícil viver em um mundo verdadeiramente justo quando o próprio homem, sem razão aparente, é tão egoísta e ganancioso.
Duvido que essa idéia passe pelo menos de raspão pelos ideais políticos. Todavia, o slogan é bem claro: Brasil: Um país de todos! Será mesmo de todos? É bom que se reformule essa frase com bastante coerência, pois ela poderá ser usada em campanhas vindouras.
Em doze anos de habilitação ainda hoje não cometi nenhuma infração e espero assim poder continuar. Sei de minhas responsabilidades como cidadão, mas como separar seu décimo terceiro salário somente para pagar o licenciamento que, aliás, deverá mudar para o nome de reserva de licenciamento, pois será para isso que esse suposto benefício configura, embora volte novamente para as mãos do governo. É o mesmo que dar com uma mão e a toma com a outra.
Pensar no efeito inverso da penalidade poderá ser também uma boa experiência, uma vez que o povo brasileiro também se estimula pela valorização. Se existe tanto gasto com os acidentes de trânsitos é porque também pode existir o efeito resultante de outros fatores que os afeta, entre eles até mesmo oriundo pela falta de oportunidades.
*Psicopedagogo