O fantasma da Aids
Antonio Marcos de Menezes Rodrigues*
Numa conversa em roda de amigos surgiu uma pergunta sobre o uso do preservativo na relação sexual. A resposta foi unânime em afirmar que no momento de euforia a consciência alertava, mas não tinha força suficiente para comandar os impulsos do prazer.
É como se houvesse uma descrença da existência da AIDS. Nesse momento a sensação do orgasmo teria o comando geral do corpo e da mente.
Parece mentira, mas é verdade, muitos ainda não entenderam ou se conscientizaram que a AIDS mata. Algumas pessoas chegam até subestimá-la dizendo que têm remédio para se tratar.
Ora, para se ter uma idéia do que ela representa de fato na vida de um portador sensível, basta visitar os hospitais e observar seu estado físico e mental. Além disso, fazer uma reflexão profunda de como ainda é visto pela sociedade um soro positivo, uma vez que embora o preconceito tenha se camuflado, ainda existe e é forte em nosso meio.
Pior do que ser contaminado é o processo psicológico que se passam muitos dos que foram infectados. Com a idéia de que a vida não lhes tem mais nenhum sentido, procuram contaminar outros sem o menor senso de responsabilidade.
Esse assunto, embora pareça apenas forte serve de alerta como uma verdade absoluta e que precisa ser levado urgentemente em consideração.
O que mais nos surpreende é que as "pessoas" não param para conversar sobre qualidade de vida e sobre AIDS. Acham o assunto pesado e frustrante e não merece ser tratado. Sem o diálogo e sensibilização não vemos outro meio de conscientizar a sociedade para essa realidade. Isso inclui também o uso do tabaco e do álcool.
Acho que o Ministério da Saúde deveria pensar em novas estratégicas e mostrar a realidade nua e crua para a sociedade em vez de dar espaço na mídia para certas programações recheadas de besterois sem o menor objetivo de contemplar uma educação saudável às pessoas.
*Psicopedagogo