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Nossas escolhas
Antonio Marcos de Menezes Rodrigues*
Quase tudo na vida é uma escolha. Digo, quase, porque exclui as fatalidades. Escolhemos nossos amigos, nossos relacionamentos afetivos, nossa forma de viver, enfim, nossa postura diante de tudo que nos rodeia e requer para determinados fins. Se as coisas dão ou não certo, em alguns casos, pode ser um risco que corremos, mas nunca devemos pôr a culpa nos outros.
Os desgastes físicos e emocionais bem que poderiam ser evitados se déssemos lugar à reflexão. Porém, o fator emoção, sempre fala mais alto e em primeira instância nos momentos de decisões.
É comum encontrarmos pessoas no muro das lamentações, principalmente no contexto afetivo. Não atentamos para o fato de que conhecer primeiro é fundamental.
Ficamos empolgados pela expressão labial, anatomia física e facial, mas logo depois vem o inesperado, a decepção. A expressão externa não revela o caráter de uma pessoa, mas sim, seu comportamento.
Nossas escolhas podem estar relacionadas à nossa visão de valores e também aos objetivos os quais desejamos alcançar. São muitas decisões erradas, porque o sentimento, ora camuflado por alguns valores indefinidos ou deturpados, deflagram numa decisão inorpotuna que podem traduzir num sofrimento prolongado. O sofrimento, por sua vez, nos causa doenças e perturbações da alma.
Segredo ou receita para tomarmos uma decisão certa nem sempre temos, e ao menos encontramos no momento desejado um amigo que possa ajudar. Sabemos, contudo, que ela deve ser refletida e estudada suas possíveis conseqüências.
De algum modo, ser coerente nessa decisão é usar a sabedoria da percepção. Perceber ao seu redor a atual conjuntura em que vive, analisando com poder de interpretação cada situação, para que possa tomar medidas preventivas, sobretudo para o seu investimento no bem estar físico e emocional.
Uma vez fazendo essa reflexão sob julgo de uma prévia percepção, falando consigo mesmo constantemente, mais próximo estaremos de uma melhor e mais coerente decisão, poupando acima de tudo a nós mesmos e aos outros.
Viver é um presente da própria natureza. Saber viver é um processo com várias etapas nas quais encontramos vários obstáculos.
O importante é aproveitar a vida, única e intransferível, da melhor maneira possível, preservando-a de maneira tranqüila e saudável.
*Psicopedagogo