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Entendendo os seres humanos
Antonio Marcos de Menezes Rodrigues*
A compreensão da natureza humana se analisa sobre vários aspectos, entre eles, primeiramente, o fator biológico, ligado diretamente as suas funções vitais. Fatores relacionados ao seu comportamento são analisados através das visões cientificas que hão de interpretar suas reações adversas no convício social. Compreendê-lo, portanto, como tal, requer unir uma boa parte dessas ciências a fim de perceber todas a suas qualidades físicas, emocionais e intelectuais.
Fatores que deflagram vários comportamentos oscilantes nos seres humanos estão ligados a sua estrutura psicológica que, ao se relacionar com o meio externo social, produzem seus efeitos negativos ou positivos. Por essa razão, vivemos constantemente em equilíbrio ou desequilíbrio com cada pessoa que nos relacionamos, sendo que cada pessoa é formada também com concepção de valores.
A estrutura psicológica humana, se bem alicerçada nos princípios de uma educação adequada, provavelmente teremos uma Ser mais esclarecido e consciente para viver em sociedade. O grande problema hoje existente está relacionado justamente a essa formação que é decisiva á sua vida no seu contexto social.
Se não houver, contudo, um trabalho consistente englobando toda parte envolvida nesse processo, de certa forma seremos nós, os responsáveis, por aquele filho/filha que interpretará seu mundo e seus ideais.
Um filho se tornou dependente químico por alguma falha nesse processo que em principio pareceu pouco importante, mas nesse acumulo de perguntas ou de faltas, que não foram respondidas ou corrigidas no decorrer de sua formação física e intelectual, esse espaço foi ocupado por outras visões distorcias existentes no mundo.
Ninguém nasce para ser de bom ou mau caráter. Essa qualidade é algo que se desenvolve no início da adolescência e que, portanto, fica descartado a teoria do "pau que nasce torto morre torto". Imaginemos a responsabilidade que nós, educadores da escola ou da família, temos diante dessa questão, uma vez que somos nós que fazemos nossas escolhas, se casamos, se temos filhos ou não.
Atentemos, portanto, diante desta realidade, para uma reflexão profunda nesse sentido e ajudemos uns aos outros na busca de um ser humano mais consciente e preparado para viver no mundo.
*Psicopedagogo