Educação e violência
Antonio Marcos de Menezes Rodrigues*
Todos os dias assistimos atônitos pela mídia televisiva os índices alarmantes de violência em nosso país. Ficamos todos perplexos nos perguntando de quem afinal é a culpa por todo esse desencadeamento comportamental de agressão e perturbação no meio da nossa sociedade.
De um lado vemos a juventude enveredando no caminho das drogas, e do outro, algumas políticas públicas para conter o crime. Enquanto isso, instituição e sociedade, apenas mantêm um ritmo repetitivo de trabalho configurado como um meio de sobrevivência.
Existirá em um futuro não muito distante uma medida mais cabível que solucione essa questão ou que pelo menos diminuam essas estatísticas?
Por outro lado, percebemos outras instituições que se denominam religiosas que em vez de se unirem por um só ideal, como por exemplo, criarem centros de recuperação de dependentes químicos e amparo aos abandonados, à maioria delas está aí se incomodando apenas com o que outras pessoas fazem entre quatro paredes. Isso, sem dúvida, demonstra o quanto o mundo necessita rever seus conceitos e suas crenças.
Diante deste contexto onde cada vez mais se predomina a incerteza e a incredulidade nas pessoas, precisamos mesmo viver o dia de hoje como se não houvesse amanhã, como dizia o saudoso Renato Russo.
Daqui para frente o desafio continua, isto é, para aqueles que consideram desafio, pois essa responsabilidade compete não só aos poderes públicos, mas também a nós, cidadãos comuns.
É preciso pensar com seriedade no rumo que se tem intimado à sociedade, que alicerces estão sendo fundamentados para uma visão responsável de valores, e que medidas podem ser tomadas para que haja mais vontade política nesse sentido.
As Leis não podem ser modificadas e não entendemos por que. Seria tão difícil experimentar novas leis mesmo que provisórias?
Afinal, quase tudo não é feito de experiências? Por que tanto receio de tentar mudar? Pior do que está com certeza não poderá ficar. Esqueçamos, portanto, as demagogias e a hipocrisia. Necessário se faz dar valor aos que trabalham e querem de fato mudar o mundo.
*Psicopedago