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| 21.01.2005 |
C E T I C I S M O
Todas as formas de crenças são alicerçadas através dos tempos e motivadas, conforme a história nos mostra, pela própria ânsia do ser humano na busca de um significado real da vida em seu contexto geral. Não podemos, contudo, determinar que caminho as pessoas devam seguir. A educação, em um contexto abrangente, será orientadora fundamental em vários aspectos, mas não no contexto espiritual. Esta, sem dúvida, é uma questão intima e pessoal de cada pessoa, sua particularidade de pensar abertamente a respeito de Deus e seu objetivo, pelo menos no espaço democrático onde exista a liberdade de expressão.
No que diz respeito ao ceticismo poderíamos afirmar que ninguém se torna cético por acaso. Antes, existe todo um percurso e processo para se chegar ao que denominamos de cético, e mesmo nessa trajetória, possivelmente se chegará a um ceticismo satisfatório e qualificado, uma vez que a cada estudo poderá ou não alcançar provas concretas.
Questionar a existência de um Ser Superior, obviamente não está dentro do contexto do cético, pois para ele convém apenas falar da inexistência e explicação de fatos inexplicáveis aos olhos humanos, mas para a ciência uma resposta lógica.
Geralmente algumas histórias de céticos podem começar com uma história de fé, mesmo que não seja explicitamente, porém, alguns fatores sociais e, principalmente, de caráter religioso, bem como os gerados a partir de valores pré-estabelecidos no meio em que vive, possivelmente podem contribuir para se chegar a um grau de ceticismo mais elevado.
É possível perceber em indivíduos assumidamente céticos uma certa revolta, talvez uma pergunta gritante, e porque não dizer, angustiante, a respeito do sentido da vida. Para ele, a morte é o fim de tudo, depois dela nada mais existe, pelo menos é o que supõe o cético, contudo, trata-se apenas de uma opinião e não uma prova concreta, pois para se obter a resposta do que seria depois do “Além Túmulo”, por exemplo, seria necessário morrer e isso provavelmente ninguém vai desejar, nem mesmo o cético.
Por outro lado, a importância da fé é particularmente reconhecida pela ciência como um fator salutar na recuperação de muitos enfermos, e não só no aspecto físico, mas no aspecto emocional. Isso que dizer que existe uma reação para o estimulo da fé, e se essa ação está relacionada a uma fé fundamentada ou não, produz, de certa forma, alguns bons resultados.
O grande dilema da fé em nossos dias é a forma como é expressa e difundida. Uma fé advinda de um projeto divino e uma fé mercantilista. Há muitos convites para desenvolver a fé. Caberá a cada um, de livre e espontânea vontade, escolher ou não o seu tipo de fé.
Escrito por ANTONIO MARCOS M. RODRIGUES às 16h30
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VERDADES E MENTIRAS SOBRE A BELEZA
Quem já não ouviu falar naquela sublime frase de que beleza não é tudo e que o mais importante é o coração? É bem verdade que o coração é tudo, pois sem ele estaríamos mortos, não é mesmo? Embora ainda se pronuncie esta frase aleatoriamente, a maioria das pessoas já chegou ao consenso de que essa teoria está fora de cogitação. Essa frase foi criada provavelmente para justificar a rejeição ou para dar um toque especial de valorização as pessoas de sentimentos muito aflorados.
Apesar de já termos nos despertado para o fato de que beleza é fundamental, mesmo assim é necessário avaliarmos alguns aspectos que consideramos importantes, pelo menos para aqueles (as) que pretendem encontrar sua cara metade, ou poderíamos, dizer, seu príncipe (esa) encantado (a).
Geralmente fica difícil fazermos um estudo minucioso nesse sentido em um contexto social que pouco importa valores, todavia é bom reconhecer que conteúdo, regado de um especial caráter, pode fazer diferença para algumas pessoas.
Mas antes de darmos ênfase a essa importante questão, poderíamos imaginar onde teria surgido esse conceito de beleza? Dizem alguns estudiosos que essa visão estética físico e facial, é de acordo com o tempo e que vai transformando a percepção de valores. Por outro lado encontramos na mitologia Grega essa valorização acentuada. Na bíblia também há um registro dito pelo profeta Isaias quando faz referencia a vinda do Messias: “... Não tinha boa aparência ou formosura...”.
Fica complicado aceitar algumas conclusões sobre o tema, e isso, embora muitos não considerem, é um fator importante na vida das pessoas. Alguns(mas) chegam a se desesperar por não encontrar um (a) parceiro (a), até mesmo um emprego. Outros são motivos de chacotas, e somente alguns poucos conseguem empregos no espaço humorístico.
De certa forma torna-se injusta essa forma caracterizada, pois além de muitos serem vitimas do preconceito, sofrem também de depressão. Resumindo, como seria possível reformular esse conceito de beleza, sabedores de que esse processo não acontece individualmente? Estaríamos, nós, nos iludindo por achar que “eu não sou assim e que, se alguém me quiser, terá que me aceitar do jeito que sou?”. Bom, caberá a cada um fazer essa reflexão. Não podemos falar pelos outros, mas por nós mesmos. Infelizmente não temos mensagens de consolo, pois em um momento se fortalece, noutro se enlouquece. Mudar o mundo, impossível, mas podemos acreditar na sorte, isso alguns tem e somos testemunha.
Continua no próximo capitulo
Escrito por ANTONIO MARCOS M. RODRIGUES às 15h15
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FUNDAMENTOS DA OBSESSÃO
Pudéramos, antes, lembrarmos daqueles bons conselhos do renomado escritor Roberto Shinyashiki, assim que estivéssemos prestes a cometer algum deslize em nossas vidas. Deslize este que só estimula à depressão e nos afasta de possíveis oportunidades de melhoramentos em vários campos de nossas vidas.
Toda obsessão tem sua origem na insegurança e a insegurança no temor. Já o temor surge a partir de uma visão futurista, às vezes lógica, às vezes imaginária. Não seria interessante nos iludirmos, achando que no mundo existem pessoas boazinhas e de boas intenções. Mas diante dessa realidade possamos assumir nossa maturidade, e desde já, começarmos a reestruturar nossa forma de ver o mundo com outros olhos.
Antes de tudo e por definitivo tenhamos em mente à certeza absoluta, assim como dois mais dois é igual a quatro, de que o ontem não será exatamente como hoje, exceto quanto ao aparecimento do sol e o seu desaparecimento no entardecer. Se ficarmos lamentando como foi o passado e criando expectativas para o amanhã, estaremos vivenciando um verdadeiro conto de fadas.
Viver é como atravessar um rio. Alguns conseguem navegar e alcançar o alvo desejado, mas sabemos que navegar exige equilíbrio, firmeza e força de vontade. Nesse rio de pedras e de imprevisíveis buracos, quase caímos, e somente os que conseguem se manter firme com seu remo conseguirá superar tamanhos obstáculos. É difícil aceitarmos, porém muitos não conseguem atravessar esse rio, às vezes nem mesmo por não querer, mas pelas fatalidades e imprevisíveis acontecimentos. Pelo menos enquanto estivermos bem, com saúde e energia, e isso, vale salientar, é a única coisa que conta de verdade, é que realmente poderemos encontrar motivação para viver.
É certo que existe a imposição do mundo, a poderosa arma do consumismo e do capitalismo, os conceitos de beleza e tantas outras coisas mais, mas precisamos rever sempre nossa forma de ver esse espírito e nos adequarmos harmoniosamente a ele.
Eu posso não ter um carro, mas tenho um vale transporte para ir de ônibus. Eu posso não ter um vale transporte, mas tenho um amigo que vou encontrar, eu posso não ter um amigo tão bom, mas posso com ele aprender algo; eu posso não aprender algo com esse amigo, mas posso usar os meus sentidos vitais para falar, gritar, sorrir, olhar; eu posso não ter nada disso, mas posso ter fé, e se não tiver fé, poderei recomeçar tudo novamente em busca de tudo que achava ter perdido.
Enfim, se levarmos as coisas para o outro lado, como diz o ditado, certamente cairemos no laço da obsessão, pois ela é cega e não enxerga a razão.
Escrito por ANTONIO MARCOS M. RODRIGUES às 13h49
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FUNDAMENTOS DA VERDADEIRA AMIZADE
Para alcançarmos o nível e a excelência de uma relação de verdadeira amizade é um processo lento e às vezes árduo, e isso irá depender do quanto consideraremos esse relacionamento importante em nossas vidas.
Lemos muito em mensagens virtuais sobre a amizade, mas tudo que visualizamos, enquanto teórico, não tem o menor construtivismo.
A questão está em cada um, nos valores e posições assimilados. É bem verdade que não podemos impor mudanças a ninguém, todavia aquilo que cada um considera relevante para a sua vida, em particular assumirá sua forma de viver perante os outros.
Existem várias tipos de amizade e a que mais nos intimida é justamente a intima. A intima é aquela amizade que confidenciamos algumas informações, trocamos algumas experiências, enfim, é aquela que temos mais afinidade e a em que criamos um vinculo de afetividade e reciprocidade. Mas é exatamente nesse ponto que poderá haver conflitos na interpretação dessa intimidade.
Não é necessário aprofundarmos nesse contexto para entendermos que o respeito à individualidade do outro é de fundamental importância para a estabilidade dessa amizade. É perigoso, todavia, assumirmos uma postura de verdadeiro amigo, dentro desses valores, se não temos condições de sermos fieis a essa conjuntura. A partir do momento que não respeitamos o direito e a privacidade do outro, quebramos o contrato dessa intimidade e passamos a ser amigos comuns. Por essa razão, devemos ter o cuidado de separarmos bem as coisas.
Estejamos, pois, atentos, para não deixarmos passar desapercebido cada item aqui apresentado, vez que é subsídio fundamental para a reestruturação de uma verdadeira amizade. Uma amizade sadia não tem nada haver com obrigações para com o outro, e a partir do momento que um ou outro se sentir pressionado, dominado, é o momento para refletir esse comportamento e a reavaliar essa amizade.
É claro que não estamos sonhando acordados acreditando piamente numa amizade realmente profícua. Vivemos em um mundo de valores distorcidos, de disputas, invejas mentiras, egoísmo, orgulho, e sabemos que as dificuldades são imensas em todos os campos. Pelo menos, podemos compartilhar de algumas experiências que podem, até certo ponto, valerem à pena serem ditas.
Não assume, o autor destes artigos, ser um amigo consideravelmente melhor ou pior que os outros, mas admite ter a sensibilidade para poder pregar algo que ele mesmo aspira, isto é, ser uma pessoa coerente e digna de respeito.
Escrito por ANTONIO MARCOS M. RODRIGUES às 11h26
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| 20.01.2005 |
H I P O C R I S I A
Nos tempos de Jesus Cristo a hipocrisia já era bastante cultivada, não obstante partia de um povo que assumia abertamente a fé em Deus. Cristo, contudo, foi bastante claro e taxativo quanto a esse tipo de comportamento que, para ele mesmo, tais pessoas, os chamados hipócritas e fariseus, eram consideradas raças de víboras.
Em tempos modernos a hipocrisia tomou proporções gigantescas, e o que pior, muitas vezes ela é encarada de forma natural e espontânea, sendo aturada passivamente em diversos segmentos da sociedade, principalmente no campo religioso.
A hipocrisia está, obviamente, relacionada à mentira e ao puro egocentrismo. A pessoa, geralmente, cria oportunidades hostis para tentar obter a credibilidade dos outros. Fundamentalmente, a hipocrisia pode ser alicerçada também pela leviandade de interpretações erradas e, por conseguinte, exageradas. Uma pessoa hipócrita dificilmente encontrará o caminho de uma fé ou uma ideologia mais racional, antes pelo contrário, alimentará ainda mais seu universo irreal. Em muitos casos, uma pessoa cegamente hipócrita pouco perceberá a hipocrisia do outro.
E o que dizer da hipocrisia consciente? Sim, é a pior de todas. Trata-se da maldade que se origina no coração. O individuo se vale muitas vezes de uma performance assumida para cometer atos de julgo. Geralmente esse tipo de pessoa pouco aprecia uma fé verdadeira, baseada em princípios genuinamente cristãos.
Será difícil para um hipócrita leigo entender o fundamento de sua própria hipocrisia, mas “acreditamos” que uma consciência lhe foi impetrada a fim de tocar-lhe no íntimo, fazendo-lhe perceber a sua decadência.
Escrito por ANTONIO MARCOS M. RODRIGUES às 12h37
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DIAGNÓSTICO DO PENSAMENTO
Razão e Emoção em um Contexto de Auto-Afirmação
(ASPECTOS NEGATIVOS)
Poderíamos elevar o nosso raciocínio para o ponto mais real de nosso Ser, e isto custaria tão somente à disponibilidade de primeiro: Reconhecermos o que somos e o que não somos interno e exteriormente, para que possamos nos submeter a uma tentativa de melhoramento psico-emocional. Segundo: aceitarmos as condições existenciais pela quais, mesmo que não a compreendemos, para que possamos relaxar nesse processo de busca pela auto-estima, eliminando aos poucos o conteúdo de falsa idealização.
O flagrante de algumas performances, ora consciente, ora inconsciente, libera uma sensação inicial de bem-estar e auto-estima, mas isso é apenas uma configuração provisória que logo ao se deparar com a sua própria realidade, razão e emoção se misturam sem obter um discernimento positivo em relação ao seu próprio “eu”.
Na execução de sua performance, real e imaginário se misturam apenas nos aspectos oral e corporal, obtendo a idealização de uma nova pessoa, um individuo que todos pudessem apreciar. Todavia a verdade do seu verdadeiro “eu” briga com o seu imaginário para poder estar em evidencia em um contexto capitalista globalizado.
Tal comportamento é fruto de uma não aceitação de si próprio como pessoa para alcançar objetivos comuns. Seu comportamento não é um defeito prejudicial para os outros, mas para si próprio. Com isso o fator emocional se fragiliza com o passar do tempo, pois o medo de ser você ou demonstrar fragilidade para os outros, o deixa na caverna escura onde a sensação do desejo de morte é estimulado.
Escrito por ANTONIO MARCOS M. RODRIGUES às 12h31
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FUNDAMENTOS DA DEPRESSÃO
Não seria correto afirmar que toda depressão é emocional, caso contrário alguns depressivos não necessitariam de remédios para controlarem esse mal sem causa aparente. Fora esses diagnosticados patologicamente, vemos a seguir o que temos, estaticamente revelado, um vasto contingente de indivíduos emocionalmente depressivos.
No que concerne a depressão advinda de fatores emocionais manifestos em indivíduos, já temos seguramente algumas razões teóricas para esse diagnóstico. A reação química produzida a partir de uma ação vinculada ao pensamento humano, é o que vai orientá-lo em principio sob qual visão o individuo perceberá a sua volta e que determinará o seu grau depressivo em questão.
Ambiente cultural diversificado pode ser responsável também por algumas depressões bem como conceitos criados a partir de uma ideologia em sociedades quaisquer. Fica difícil, todavia, exemplificar as diversas origens da depressão, pois elas vão desde a concepção de valores, principalmente materiais e físicos estéticos, até os de nível de intelectual, dentre muitos outros. Em todo caso, estamos tratando aqui da depressão passiva de circunstâncias, aquela advinda de fatores externos.
Embora pouco se julgue, a depressão está ligada diretamente ao meio que vivemos. Quando crianças construímos nossos primeiros conceitos sobre a vida os quais vão se reformulando com o passar dos anos. Estes conceitos referem ao ambiente diversificado que temos contato. No entanto, ao constatarmos que nem tudo faz sentindo, passamos buscar a verdade dos fatos, e quanto mais buscamos, mas percebemos que estamos ficando adultos e vivendo em outros contextos.
A complexidade que envolve o depressivo requer mais que uma percepção simples, antes se faz necessário reverter à visão que se tem de mundo em um processo de transformação positiva. O meio do qual fazemos parte está em constante mutação e como não há controle das mudanças, faz-se necessário adequarmos a ele.
Em entrevista a revista VEJA do ano passado, um escritor assumidamente depressivo escreveu um livro sobre o tema e declarava que a sociedade em que vivemos exige que estejamos sempre bem a todo instante e isso faz com que busquemos esse objetivo, e quando não alcançado, sentimo-nos fragilizados e, por conseguinte, vitimas da depressão por não alcançarmos essa meta.
(Prossegue no próximo capitulo)
Escrito por ANTONIO MARCOS M. RODRIGUES às 12h22
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A ESSÊNCIA DA VERDADE
Quando ouvimos falar sobre o termo “verdade” ligeiramente sentimo-nos meio inseguros para definição exata dessa palavra em nossas vidas. Somente quem estacionou nos velhos conceitos, pode, sem dúvida, continuar acreditando numa verdade absoluta, sem respeitar sua própria razão de pensar.
Talvez a verdade esteja ligada aos nossos sentimentos que, por conseguinte, são alicerçados muitas vezes por meio de crenças. A crença, até certo ponto, é indispensável a todo ser humano, pois sem ela fica impossível de construir conceitos que nos inspire para o que chamamos de verdade. Por outro lado à liberdade de acreditar é intransferível.
Curiosamente podemos encontrar a verdade na própria descrença. Se formos sinceros em expressar a nossa descrença, podemos ser verdadeiros com o que assumimos. O importante é que sejamos honestos com essa declaração.
Existem muitas supostas verdades propagadas pelo mundo. Verdades que as pessoas tomam para si como única e definitiva. Mas o que nos leva as suspeitas dessas verdades é justamente esta afirmação como sendo única e exclusiva, afinal o que podemos afirmar é que existem muitos caminhos, muitas ideologias. O que acreditamos é que as pessoas acabam se identificando com algumas delas.
O homem está ligado a tudo e a todos e ao que parece menos está ligado é ao universo sobrenatural ou mundo invisível. Se existisse uma única verdade, certamente não existiriam milhares de ideologias. É justamente essa não aceitação de uma única verdade e um único caminho que todos escolhem ou são convidados a crerem nessas ideologias.
Acreditamos que quando homem crente ou descrente, acreditar verdadeiramente no próprio homem, dando-lhes a chance de crescer como cidadãos dignos, com direito à infância, a saúde, ao trabalho, e a todo um conjunto que lhe constrói como Ser Vivente livre para viver, certamente essa será a melhor e mais completa crença existente no mundo, e essa sim, fará grande sentido para quem realmente propaga uma verdade.
Escrito por ANTONIO MARCOS M. RODRIGUES às 12h12
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| 18.01.2005 |
FUNDAMENTOS DA CONTRADIÇÃO
Contradição nada mais é do que a idéia insegura sobre algo. Geralmente toda contradição está baseada em fatos apenas teóricos.
Um fato, enquanto teórico, não pode prevalecer sobre o concreto. Quem se contradiz, e geralmente não são poucos, está alicerçado em apenas aspirações e desejos.
Nem sempre é fácil admitir a contradição, pois a sensação de estar certo é o que estimula afirmar sobre algo que se acredita ou defende. Assumir para si próprio ser contraditório exige coragem e determinação. Um passo dado para esse reconhecimento, o conduz a coerência nas atitudes.
Tudo que envolve a contradição é um entrelaço de relação que temos com o mundo e tudo que nele há. Nossa fé e nossa razão são atalhos de possíveis contradições. O que aprendemos, o que praticamos, o que defendemos, estão ligados à contradição, seja em maior ou menor evidência. O mundo é uma contradição, a religião é uma contradição, o amor é uma contradição. O que não é contraditório é justamente o que não defendemos. Se defendermos possivelmente seremos contraditórios.
Mas então como podermos ser e agir em um mundo contraditório? Não sabemos o que haveremos de ser em muitos aspectos, seja no amor, na amizade, na fé, mas podemos buscar a coerência, a prudência naquilo que estamos construindo em termos de conceitos. Nem uma afirmação, enquanto teórica, pode ser segura. Dizermos, por exemplo, que temos fé, mas que quase nunca estamos em sintonia com essa mesma fé, e isso será sempre uma contradição.
Quanto menos afirmarmos precipitadamente, menos cometeremos o risco de sermos contraditórios. Há um forte desejo de nos auto-afirmarmos, e isto está sempre ligado aos outros, é uma forma de não ficarmos atrás, mas à frente.
A contradição é um vicio que impera na humanidade, e, mesmo que não se tenha a intenção de dizer e se contradizer, a própria Lei da natureza nos impõe tal atitude. Um exemplo disso é quando alguém diz: A natureza é perfeita, porém nem sempre é boa, pois vitimou mais de cem mil habitantes na região da índia. Estamos nos referindo as gigantes ondas, o Tisuname. O que temos então aqui? Outra contradição.
Escrito por ANTONIO MARCOS M. RODRIGUES às 19h34
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