FUNDAMENTOS DA DISCRIMINAÇÃO
PARTE I
Seria, sem sombra de dúvidas, deveras interessante, se indagássemos a nós mesmos a origem da discriminação, outrora perpetuada em nossos corações ou subconsciente de forma cruel e desumana e causadora de tantos males em nossa sociedade. Só assim, haveria abertura para o questionamento e, por conseguinte, daríamos um importante passo à frente de grandes descobertas.
Para os teóricos, somos geneticamente desenvolvidos pelo mesmo processo, ou seja, criados biologicamente iguais, salvo exceções para as deficiências físicas de qualquer natureza, no entanto o processo do desenvolvimento fetal é o mesmo. Por outro lado, uma vez nascidos, somos culturalmente preparados para vivermos em sociedade. É nesse parâmetro que através dos estudos poderemos descobrir algumas das muitas raízes pelas quais discriminamos e somos discriminados.
A partir deste primeiro entendimento, chegamos a uma prévia conclusão de que ninguém se diferencia nesse conceito da formação física e que a questão agora é no que diz respeito à formação da idéia de discriminação expressada a partir de nossa co-relação com os outros, e que podemos atribuir, de certa forma, essa responsabilidade também ao meio em que vivemos.
Dadas algumas evidências para a fundamentação dessa idéia, o estabelecimento da discriminação ou quaisquer outros tipos de preconceito, não surge meramente por acaso, antes é originado a partir, principalmente, da educação que recebemos e a que damos, e isso, vale salientar, abrange fatores sociais e religiosos que, sem dúvida, se condicionam para o desencadeamento desse, podemos dizer, sintoma.
No que tange a educação preliminar, esta mesma que recebemos nas escolas, que é o processo continuo que “todos” fazemos parte, é prudente afirmar que temos uma importante parcela de responsabilidade, uma vez que é nossa referência como ponto de partida para a condição de cidadãos que somos ou haveremos de construir. No entanto, o que fazer para a melhoria dessa educação se tornar irrestrita para toda e qualquer questão humana? Seria justo afirmar que nestes tempos modernos a educação tem restringido tratar de tantas questões que poderiam, direta ou indiretamente, contribuir para uma sociedade mais justa e humana?
Reconhecemos que a atual conjuntura educacional vem desempenhando seu papel continuo, porém temos que admitir que apenas o investimento na reestruturação do aprendizado, didaticamente falando, não é o bastante. É preciso abordar temas comportamentais. Temas complexos, só são complexos quanto não enfatizados, abordados nas escolas, na família, etc. Nesse contexto surge a pergunta: Como partir para esses princípios quando já estão quase formados os conceitos? Assim, como a própria educação proclama: Nunca é tarde para recomeçar a aprender e a lidar, principalmente, com as pessoas a nossa volta.
Escrito por ANTONIO MARCOS M. RODRIGUES às 11h36
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