ELITE PENSANTE

15.12.2004

C E T I C I S M O

   PARTE II

 

Quem uma vez passou por tantas e tantas religiões buscando encontrar o significado real de sua existência e o futuro promissor de sua alma, certamente este não é uma exceção comum neste mundo. E, ao contrário dos que muitos pensam, ninguém se torna descrente por influencia maligna, antes, sua sede pela verdade que o torne feliz e em paz, o conduz ao ceticismo.

 

A cada dia mais e mais pessoas se tornam descrentes nas sociedades em que vivem, e isto em quase todos os setores, seja na vida social, sentimental, política ou religiosa, principalmente.

 

As razões pelas quais pessoas descrêem das coisas são as mais diversas, entre elas, as desigualdades sociais, influência irrestrita do capitalismo e, sem dúvida, o exemplo de comportamento religioso em um contexto onde acepção de pessoas é bem visível em igrejas.

 

Este artigo espero não doer aos chamados religiosos, antes desejo que seja refletido para que, de alguma forma, algo realmente verdadeiro possa fluir nos corações dos que desejam uma mudança real em suas vidas.

 

Mas até que ponto o Ser Humano será capaz de mudar? Até que ponto será possível resgatar uma sociedade, muitas vezes contaminada por muitas ideologias criadas no decorrer do tempo? Quais teorias mais viáveis para que essa transformação venha a ocorrer? A educação direcionada para a tecnologia em que nos tornamos mais mecânicos e menos humanos ou investir numa fé hoje em dia pregada de forma indiscriminada?

Fica este questionamento aos que mais ou menos, direta ou indiretamente, concordam com essa realidade, e que assim possa enviar seu precioso comentário vindo a enriquecer este Blog.



 Escrito por ANTONIO MARCOS RODRIGUES às 19h36 [] [envie esta mensagem]


14.12.2004

A M I Z A D E

 

Talvez não estejamos qualificados, em termos, para falarmos sobre esse tema, uma vez que em um momento e outro, dizemos e nos contradizemos sobre as coisas que nos afligem nas relações de amizade.

 

A verdade é que estamos sempre cobrando a perfeição do outro, porém o mais difícil é sustentar a idéia de que temos que ser fieis aos nossos amigos. Em um mundo totalmente globalizado e cheio de valores reformulados, onde o material é ponto fundamental na estabilidade de qualquer tipo de relação, fica um tanto difícil preservar a idéia espiritual de que a amizade pode e deve ser zelada.

 

Mas como permanecermos convictos, nesse conceito, se quando colocados à prova, a todo instante, ferimos ou somos feridos? Quem, verdadeiramente, estará disposto a reconhecer o seu erro, sem orgulho e avareza? Na teoria fazemos muitos e belos discursos, mas na prática nos conhecemos bem e sabemos, lá no fundo, que estamos colocando em risco alguma coisa.

 

É bem verdade que as relações de amizade poderiam ser bem melhores se fôssemos mais espirituais e verdadeiros, mas isso não acontece individualmente, mas em parceria. Entretanto, não podemos nos apegar a essa fantasiosa idéia, vivendo em um mundo colorido. Sabemos que as coisas por mais simples que possam parecer, não acontecem como imaginamos.

 

Existe uma imperfeição vergonhosa em nós, seres humanos, e que nos mantém reféns do egoísmo, e isso se chama insegurança.  Ficamos, a todo tempo, nos perguntando: Ate que ponto podemos confiar em nossos amigos?

 

Por enquanto esse é apenas um desejo remoto e uma idealização nobre. Acredito que havendo mais espiritualidade, mais o homem aproximará das emoções verdadeiras e do sentimento de amizade promissor.

 

Aprendemos muito com as lições na vida, mas o bom seria é que não tivéssemos que passar por elas para poder acreditar e valorizar a amizade. Essa, entretanto, é uma experiência que por enquanto cada um irá tendo. Quem sabe um dia esse sentimento se multiplica tal como as flores do campo.



 Escrito por ANTONIO MARCOS RODRIGUES às 19h50 [] [envie esta mensagem]



MÚSICA GOSPEL – É HORA DO SHOW

 

A origem da palavra “Gospel” veio do inglês que em nosso português significa “Evangelho”. Esta palavra vem sendo muito utilizada e propagada no universo da música supostamente cristã, já aproximadamente uma década em nosso País.

 

Há indícios que a música evangélica teve que ser reformulada em virtude de algumas transformações no meio religioso, principalmente entre as camadas mais jovens. Música de expressão sacra quase já não é tocada ou cantada nas igrejas. Justifica-se que as pessoas precisam de “cânticos alegres” em que elas possam se sentir mais animadas e estimuladas para enfrentar o cotidiano.

 

Por outro lado, a música Gospel, por ter uma característica aproximada da entonação de música popular brasileira, tipo MPB, vem, de certa forma, distanciando do objetivo tipicamente cristão, pelo menos é o que se pode perceber nos programas de cunho religioso.

 

Programas de auditório vem sendo ocupado por esse repertório musical, onde cantar uma música gospel é mais uma questão de talento de voz e não de inspiração divina, além do que, participar de um programa desses, é necessário está dentro dos padrões estabelecidos por essa nova filosofia de canto.

 

Mas o que realmente teria haver com evangelho musical é o que está em pauta neste nosso novo e talvez polêmico comentário. Muitos poderiam interpretar este novo modelo musical como uma renovação do espírito, outros como um novo caminho para atrair o espaço dos chamados “pecadores”, utilizando-se, claro, daquela expressão de Paulo “Fiz-me de tolo para ganhar os tolos”.

 

Interessante observar que o estilo Gospel também está muito associado à música negra, muito apreciada nas igrejas evangélicas dos Estados Unidos. Agora, restam-nos perguntar: O que seria realmente um cântico espiritual? Seria, aquele que nos aproximaria mais do Ser Divino, através de uma melodia sacra que, cientificamente comprova uma mudança em nossas emoções, tornando-nos mais sensíveis, emotivos e mais amorosos? Ou apenas aquela musica que simplesmente a ouvimos sem qualquer inspiração, além do que se tornou tão somente um mercado competitivo no meio religioso?

 

Cabe a cada um de nós, o despertar de um senso critico também nesse aspecto. Desta forma, também poderemos definir o zelo de valores ou a dispensação destes redefinindo para futuras gerações.



 Escrito por STEFFANN HOFFMEISTER às 15h04 [] [envie esta mensagem]



TEORIA DA PROSPERIDADE

 

Que Deus é grandioso em todos os atributos de santidade e misericórdia, todos nós, assumidamente cristãos, reconhecemos. Também sabemos que Ele é dono da prata e do ouro, conforme revelam as escrituras. Não temos dúvidas que esse mesmo Deus, rico em todos os sentidos queira o melhor para as nossas vidas. Entretanto, discernir o que traduz a escrituras sobre o que façamos para sermos abençoados materialmente, é algo que verdadeiramente caberá a cada cristão, segundo o seu entender em profundidade aquilo que o Senhor chama de Prosperidade.

 

Muito se tem pregado sobre prosperidade e vida com abundancia, alicerçado no versículo; “e tereis vida e vida com abundancia” registro das escrituras.  Para um leitor critico e coerente não é difícil refletir que a palavra vida não está necessariamente relacionada a coisas materiais. Alguém pode ter muitos bens, mas não ter condições de viver uma vida tranqüila e de paz, o que significaria vida abundante.

 

A nossa atenção, como críticos e estudiosos da fé, é que a Teoria da Prosperidade, conforme anunciam como uma espécie de troca “faça isso que te darei aquilo”, tem se tornado cada vez mais, um tratado de negócios, não obstante tudo tem sido conforme a oferta, ou seja, se dermos mais, mais receberemos.

 

Perguntamos, uma vez firmes na convicção da existência de um Deus bondoso, amável, rico em misericórdia, poderia fazer tal tipo de negócio para com aquele que o clama de dia e de noite.

 

Por outro lado às escrituram também nos admoesta que por falta de conhecimento(ou poderíamos dizer, por negligencia do conhecimento) muitos padecem no caminho. Isso não é difícil de perceber, pois todo aquele que busca esse caminho, certamente não tem objetivos concretos de espiritualidade ou se quer anseiam ler as palavras do Cristo quando diz em imortais palavras: “Por que tive fome e me deste de comer, tive cede e me destes de beber, estava nu e me vestistes, era forasteiro e me hospedastes; Em verdade vos digo que a um desses pequeninos fizestes, a mim fizestes”. 



 Escrito por STEFFANN HOFFMEISTER às 15h03 [] [envie esta mensagem]



O PODER DA ORATÓRIA

  

A oratória, para muitas pessoas cultas, é considerada um dom, entretanto ela não deve ser analisada nem abordada apenas no contexto do que “se fala”, mas também de “quem fala”, o perfil de vida do orador e até, para uma investigação mais profunda, seu contexto social, político e religioso. Se formos apenas considerá-la como dom, dispensaríamos as oportunidades de aprendê-la em muitos cursos.

 

Geralmente, pessoas de senso critico são propensas à atividade da oratória, sem dispensar aquelas que julgam o mundo num contexto geral e constante.

 

A oratória pode ser praticada e aproveitada em muitas circunstâncias e até para os menos esclarecidos, pode-se cair na ignorância de acreditar que seja palavra divina.  Portanto, precisamos não confundir uma boa oratória com uma palavra divina. Uma palavra pode não ser divina, mas pode ser inspirada, o que pode gerar um agravante sem precedentes para os que ouvem sem ter o cuidado de analisá-la cuidadosamente.

 

Existe uma certa confusão no que diz respeito à oratória, principalmente em quem a pratica sobre palanques e púlpitos. A primeira saliência pode ocorrer quando o individuo se embriaga com as emoções e conseqüentemente influencia o público. Para o orador, nesse momento, um êxtase pela sensação de conseguir mexer com os corações alheios. Para o publico, muitas vezes uma sensação de tranqüilidade, tendo em vista o orador ir direto ao que chamamos de “ponto” da questão. Falamos de saliência e confusão e até como perigo, porque tal forma de oratória exercida de má fé é causadora da escravidão.

 

Na atualidade, percebemos o exercício da oratória com muita ousadia, principalmente no meio político e religioso, e nesse contexto é indispensável à vigília das palavras. Infelizmente não são muitos os que se importam com este tipo de informação, e não obstante, para um povo emotivo, aflito e contrito, marginalizado pelo sistema que chamamos de capitalismo, o que resta é apenas o despertar do sentimentalismo arrancado, muitas vezes, sob forma de choro e pranto.

 

Não “estamos” em desacordo que a oratória possa ser um dom de Deus, contudo, seja a oratória ou qualquer outro talento atribuído, seja exercido ou praticado com sinceridade e, acima de tudo, com total respeito para com aqueles que necessitem de uma palavra.

 

Jesus Cristo foi um grande orador, mas ele foi, antes de tudo, um homem simples, que soube transmitir em tão poucas palavras, a simplicidade do seu amor para com toda a humanidade.

 

 

 

 



 Escrito por STEFFANN HOFFMEISTER às 15h01 [] [envie esta mensagem]



MISTÉRIO DOS EXORCISMOS

 

Tem sido muito comum nos dias de hoje as manifestações de exorcismos, apesar de que em épocas passadas era muito restrito, cabendo apenas essa invocação através do consentimento da “igreja”, o que não quer dizer, necessariamente, que à igreja era atribuída essa incumbência, mas por se tratar de algo extremamente profundo, de caráter sobrenatural e diabólico, apenas alguns religiosos, de acordo com as suas penitências, poderiam executar essa espécie de descarrego.

 

Descarrego, essa é palavra que é freqüentemente usada para definir a libertação dos oprimidos pelos opressores.O assunto ainda não é abordado de forma aberta, mesmo na mídia em geral. Não sabemos se é pela complexidade que envolve ciência e religião, ou simplesmente porque ainda não houve um despertar mais critico sobre o assunto.

 

A realidade, porém, é que é possível, sim, apreciar essas manifestações em indivíduos que se submetem às orações fortes, como é geralmente chamada nesses recintos. Pessoas se contorcem e gritam como se estivessem com ódio, ao tempo que o suposto “espírito” parece atender aos apelos dos seus exorcistas. As declarações quase sempre são as mesmas de caráter destrutivo às vitimas que, de alguma forma, se envolveram no universo da espiritualidade supostamente não cristã.

 

Alguns céticos já declararam que tudo isso não passa de hipnose em pessoas susceptíveis a auto-afirmação. Por outro lado, esses mesmos céticos não provaram, na prática, como tal cousa se faz, pois, uma vez provando sua verdade, poderiam estar prestando um serviço de utilidade pública para a população carente e, de certa forma, desesperada pela solução de seus problemas.

 

É perigoso, contudo, adentrarmos numa organização sem termos conhecimento de sua fundamentação e buscarmos tal coisa simplesmente porque queremos resolver nossos problemas. É necessário procurarmos dentro de nós mesmos, nossos propósitos reais para com o nosso Deus, segundo a fé de cada um.

 

Recentemente ouvi uma declaração de um líder religioso de que não adiantava aprofundarmos em estudos bíblicos e não termos a resolução dos nossos problemas, e que participarmos de uma reunião ou corrente de fé, teríamos sim, um resultado satisfatório. Bom, se ele está afirmando que não adianta ler a bíblia, o único meio de descobrirmos, lendo com coerência, respeitando cuidadosamente seu contexto histórico, a mensagem principal do cristianismo que seria o Amor ao próximo, então joguemos ao fogo, pois não nos será útil em cousa alguma.



 Escrito por STEFFANN HOFFMEISTER às 14h57 [] [envie esta mensagem]



EVANGELHO MERCANTILISTA

PARTE II

 

Chegamos finalmente ao que denominamos de “igreja do futuro”. Ela está logo ai - bem próxima a você, pronta para lhe receber sem quaisquer restrições, exceto que você participe ativamente e com freqüência de alguma de suas reuniões. Não precisa ter requisitos, quaisquer que sejam, basta tão somente estar interessado em ser mais um novo integrante dessa obra magnífica.

 

Uma vez membro dessa “igreja”, após se submeter ao processo de “libertação” (campanha), requer, todavia, alguns cuidados fundamentais, entre eles: não ter hábito pela leitura, não ter o senso critico e, principalmente, não questionar a fé pregada, pois duvidar nessa “igreja” é terminantemente proibido.

 

Nessa igreja todos são bem-vindos, exceto os não que não têm problemas. Se você é, portanto, uma pessoa solitária, desempregada, viciada, triste, etc, etc, então você pode ser um forte candidato a fazer parte dessa grande equipe.

 

Uma das vantagens dessa igreja é que ela pode suprir todas as suas necessidades. Além de oferecer um cartão de crédito para facilitar a compra do produto interno, como: Cds, produzido pela própria gravadora, livros, publicados pela própria editora, você poderá, quem sabe, pagar os seus votos, dízimos e ofertas, pelo sistema on-line. Isso não é maravilhoso?

 

Essa obra impressionante vem se destacando em nosso país com muita transparência, graças à mente brilhante de seu idealizador que, nessas últimas décadas, conseguiu levantar um império que nenhum outro pode levantar. Sua astúcia é invejável até por muitos empresários que não compreendem o poder da oratória e da persuasão, dentro de um contexto totalmente espiritual. “Acreditamos” que ele soube decifrar bem o perfil de uma sociedade supersticiosa e desesperada pela solução dos seus problemas.

 

Conquistar platéias inteiras através de sua doce voz, indo fundo ao coração alheio pode não ser tarefa tão fácil. É preciso mexer com o público, ir direto ao problema, fazer um desafio, entregar todo seu “tudo”, ou seja, o seu melhor para “deus”. Com isso, cada centavo vale ouro, e se você pensa que não, dirija-se a uma agencia bancária mais próxima e pergunte o que significa um centavo depositado por milhares de brasileiros. Imagine outros valores que são arrancados através de apelos dosados por meio da emoção e até da imposição!

 

Agora, se você ainda não se deu conta que essa igreja existe, certamente você é indiferente, ou simplesmente já faz parte dela.

 

Li, recentemente, na revista Época, que essa igreja está prestes a comprar uma empresa de transporte aéreo, mas não precisamos ficar preocupados, nenhum de nós nem dos seus preciosos membros, terão o privilégio de fazer parte desse novo patrimônio. 



 Escrito por STEFFANN HOFFMEISTER às 14h55 [] [envie esta mensagem]



 EVANGELHO MERCANTILISTA

 

 A Boas Novas do Evangelho, biblicamente falando, tomaram novas formas de expressão e interpretação esses últimos anos pelas sociedades ditas mesmo não assumidas, “cristãs modernas”, e, embora alguns poucos dos seus adeptos tenham se questionado, a maioria, porém, parece pouco se importar com esta nova configuração que para nós, cristãos, desconfiamos não ser a verdadeira mensagem do Cristianismo.

 

Não se trata, entretanto, de uma observação de intenção conservadora, todavia, aquilo que entendemos por Evangelho genuíno, baseado nos ensinamentos pregados por Jesus Cristo, certamente não se assemelha ao que ouvimos e assistimos pela mídia televisiva e que ironicamente é titular desse mesmo espaço.

 

Diante desse valioso contexto, chegamos ao um criterioso consenso que sociedades carentes de fé, castigadas pelo sistema capitalista, se tornam, de certa forma, vulneráveis e submissas a esses novos conceitos de cristãos, pregados de maneira aberta e alienável pelos meios de comunicação.

 

“A igreja”, hoje, possui toda uma estrutura bem organizada para atender muitas das necessidades dessa “sociedade”, não obstante até um cartão de crédito foi lançado recentemente em um programa de televisão de uma emissora da mesma denominação. Suspeitamos a ousadia desse projeto como uma forma de vender o próprio produto interno para membros internos, visando facilitar esse meio de venda da palavra supostamente cristã.

 

Muitos outros fatos chocantes e contraditórios com a verdadeira fé têm sido visíveis nesse sistema, mas para um público na maioria leigo, ser criterioso com a sua própria fé, é algo que parece muito distante de serem refletidos, pois para esses entendemos que a busca pela prosperidade, outrora anunciada, é uma prioridade impar e muito mais relevante do que algo realmente fundamentado na fé do Cristo como Amor incondicional e Gratuito.



 Escrito por STEFFANN HOFFMEISTER às 14h53 [] [envie esta mensagem]



C E T I C I S M O

 

Todas as formas de crenças são alicerçadas através dos tempos e motivadas, muitas vezes, pela própria ânsia do ser humano na busca de um significado real da vida em seu contexto geral. Não podemos, contudo, determinar que caminho as pessoas devam seguir. A educação, em um contexto abrangente, será orientadora fundamental em vários aspectos, mas não no contexto espiritual. Esta, sem dúvida, é uma questão intima e pessoal de cada pessoa, sua particularidade de pensar abertamente a respeito de Deus e seu objetivo, pelo menos no espaço democrático onde exista a liberdade de expressão.

 

No que diz respeito ao ceticismo poderíamos afirmar que ninguém se torna cético por acaso. Antes, existe todo um percurso e processo para se chegar ao que denominamos de cético, e mesmo nessa trajetória, possivelmente se chegará a um ceticismo satisfatório e qualificado, uma vez que a cada estudo poderá ou não alcançar provas concretas.

 

Questionar a existência de um Ser Superior, obviamente não está dentro do contexto do cético, pois para ele convém apenas falar da inexistência e explicação de fatos inexplicáveis aos olhos humanos, mas para a ciência uma resposta lógica.

 

Geralmente algumas histórias de céticos podem começar com uma história de fé, mesmo que não seja explicitamente, porém, alguns fatores sociais e, principalmente, de caráter religioso, bem como os gerados a partir de valores pré-estabelecidos no meio em que vive, possivelmente podem contribuir para se chegar a um grau de ceticismo mais elevado.

 

É possível perceber em indivíduos assumidamente céticos uma certa revolta, talvez uma pergunta gritante, e porque não dizer, angustiante, a respeito do sentido da vida. Para ele, a morte é o fim de tudo, depois dela nada mais existe, pelo menos é o que supõe o cético, contudo, trata-se apenas de uma opinião e não uma prova concreta, pois para se obter a resposta do que seria depois do “Além Túmulo”, por exemplo, seria necessário morrer e isso provavelmente ninguém vai desejar, nem mesmo o cético.

 

Por outro lado, a importância da fé é particularmente reconhecida pela ciência como um fator salutar na recuperação de muitos enfermos, e não só no aspecto físico, mas no aspecto emocional. Isso que dizer que existe uma reação para o estimulo da fé, e se essa ação está relacionada a uma fé fundamentada ou não, produz, de certa forma, alguns bons resultados.

 

O grande dilema da fé em nossos dias é a forma como é expressa e difundida. Uma fé advinda de um projeto divino e uma fé mercantilista. Há muitos convites para desenvolver a fé. Caberá a cada um, de livre e espontânea vontade, escolher ou não o seu tipo de fé..



 Escrito por STEFFANN HOFFMEISTER às 14h50 [] [envie esta mensagem]



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